sexta-feira, 22 de maio de 2015

Os Congregacionais no Brasil (1855 - 2015): 160 Anos de História e Bênçãos!



I – Definição:
“O regime de governo eclesiástico conhecido como Congregacional é um sistema onde cada congregação local é autônoma e independente”

II- Antecedentes Históricos:

A Fundamentação Bíblica da Forma de Governo:

a) A Escolha dos diáconos ficou sob a responsabilidade da igreja e não dos apóstolos: “Mas, irmãos, escolhei, dentre vós (At 6.3);

b) A decisão conciliar de Jerusalém obtém apoio da igreja: “Então, pareceu bem aos apóstolos e aos presbíteros, com toda a igreja” (At 15.22);
c) A Disciplina Eclesiástica ensinada por Jesus Cristo considera o parecer da igreja: “E se ele não os atender, dize-o à igreja, e se recusar também ouvir à igreja, considera-o como gentio e publicano” (Mt 18.17);

d) A Disciplina Eclesiástica ensinada por Paulo considera o parecer da igreja: “Em nome do Senhor Jesus, reunidos vós e o meu espírito, com o poder de Jesus de Jesus nosso Senhor, entregue a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no dia do Senhor” (1 Co 5.4 e 5);

III - O Congregacionalismo na Inglaterra:
a) O Movimento Puritano- Movimento de Reforma que tentou purificar a Igreja Anglicana (1534) dos “trapos do papismo”. Grupos de pastores defendiam a autonomia das congregações (congregacionais ou independentes).
b) Em 1561 uma Declaração de Fé exortando à igreja de Jesus Cristo a uma forma congregacional de comunidade de fé;
c) Em 1567 e 1568 comunidades com tais manifestações surgiram;
d) Richard Fityz é considerado como o mais antigo pastor de uma igreja congregacional (1570);
e) Robert Browne é considerado o primeiro teórico do congregacionalismo. Fugiu para Holanda por causa da perseguição religiosa e ao lado de Robert Harrison, fundou comunidades independentes. Tais igrejas ficaram conhecidas como brownistas. Morreu em 1633 ligada a Igreja Anglicana.
f) Em 1606 John Smith abandona o pedobatismo e batizando a si próprio e alguns amigos começa, na Holanda, a linhagem histórica dos batistas.
g) Em 1616 é fundada em Londres uma Capela Congregacional tendo com seu pastor Henri Jacob. Esta foi a primeira igreja congregacional da Inglaterra que mantém suas portas abertas.
h) Em 1620 – Um Grupo imigrou para O Novo Continente (EUA), fundando a primeira comunidade congregacional na América.
i) Apesar do congregacionalismo institucionalizado ter sua origem na Inglaterra e exercer importante influência nos Estados Unidos da América, não há relação Denominacional com o congregacionalismo brasileiro, pois este se deve muito mais a um modelo de governo implantado nas Igrejas Kalleyanas do que a qualquer outra relação. O próprio do Dr. Kalley não empregará o termo “congregacional”. As igrejas fundadas por ele receberiam apenas o nome de “Evangélicas” (exemplos da Igreja Evangélica Fluminense e da Igreja Evangélica Pernambucana).

IV – Dr. Robert Kalley e o Congregacionalismo Brasileiro:

a) Robert Reid Kalley nasceu em Monte Floridan (Escócia) em 08 de setembro de 1809 (filhos de Robert Kalley e Jane Raid Kalley);
b) De família presbiteriana, foi batizado com apenas 38 dias de nascido;
c) Perdeu seu pai com 10 meses de vida e sua mãe com 6 anos;
d) Na adolescência e juventude torna-se ateu;
e) Aluno brilhante, com 16 anos de idade ingressou na Universidade de Medicina e Cirurgia de Glasgow;
f) Aos 18 anos já tornara-se farmacêutico;
g) Em 1829, aos 20 anos de idade, diplomou-se em Farmácia e Cirurgia na Faculdade de Medicina e Cirurgia de Glasgow (Escócia);
h) Em 1835 – A experiência com uma anciã enferma, porém piedosa abala seu ateísmo;
i) Em 1836- Deseja ser missionário, mas foi rejeitado pela Junta de Missões;
j) Em 1838 casou-se com Margareth Crawford;
k) Em 1838 torna-se doutor em Medicina (aos 29 anos de idade);
l) Em 27 de setembro de 1838 partiu com a esposa para a Ilha da Madeira (tratamento de saúde);
m) Foi ordenado ministro do Evangelho em 1839; fundou escolas bíblicas e nas consultas orava pelos atendimentos e colocava textos bíblicos nas receitas médicas;
n) Promoveu uma obra filantrópica, educacional, médico, hospitalar e farmacêutica;
o) Perseguição em 1841 – Iniciada por empregadores e médicos, despertando a atenção da Igreja Católica;
p) Prisão em 1843-1844 e Expulsão em 1846;
q) Em 1850 morre sua esposa em Beirute (Líbano);
r) Em 1852 conhece Sarah Poulton em Beirute e se casam;
s) Em 1853 muda-se para os EUA e pastoreia uma igreja presbiteriana de língua portuguesa;
t) Durante os anos de 1853-1854 tem acesso ao livro de Daniel Kidder e toma conhecimento, então do Brasil (pág 102.).
u) Chegam ao Brasil (Rio de Janeiro) em 10 de Maio de 1855;
v) Mudam para Petrópolis em 07 de junho de 1855.
x) Ministram a primeira aula em 19 de agosto de 1855. Marco do início da Escola Dominical no Brasil;
z) Batizam o primeiro brasileiro, Pedro Nolasco de Andrade, em 11 de julho de 1858. Fundação da Igreja Evangélica Fluminense (considerada a primeira igreja evangélica brasileira e núcleo das Igrejas Evangélicas Congregacionais em nosso país).

V – Contribuições dos Congregacionais:

a)    Democracia Eclesiástica
b)   Prática do Exercício do Sacerdócio Universal dos Santos
c)    Valorização da diversidade carismática
d)   Autonomia absoluta da congregação
e)    Contínua prestação de contas

VI – Destaques no mundo:

a)    “Os Pais Peregrinos”, como ficaram conhecidos nas muitas levas de ingleses que refugiaram nas colônias americanas e fundaram os Estados Unidos da América, eram congregacionais calvinistas em sua expressiva quantidade;

b)   John Owen (1616 – 1683) – Conhecido como o “Príncipe dos Puritanos”. Teólogo, com destacado papel na literatura teológica protestante inglesa, no Parlamento e na Universidade de Oxford.

c)    Jonathan Edwards (1703 – 1758) – Conhecido como “teólogo do avivamento” e autor do conhecido sermão “Pecadores nas mãos de um Deus irado”, foi pastor da Igreja Congregacional em Northampton (Massachussetts).

d)   Peter Taylor Forsyth (P.T. Forsyth. 1848 – 1921). Teólogo nascido na Escócia. Foi pastor das Igrejas Congregacionais de Manchester, Leicester e Cambridge.

e)    Charles Harold Dodd (C.H. Dodd. 1884 – 1973)- Nascido no País de Gales. Teólogo e pastor congregacional em Warvick (Inglaterra) e professor da Universidade de Cambridge. Dirigiu os trabalhos da equipe de tradução da Nova Bíblia Inglesa.

f)     Organizaram instituições de ensino que se tornaram importantes centros acadêmicos. As mais famosas são as Universidades de Harvard e Yale.

g)    John Harvard (1607 – 1638) – Cujo nome ficou associado à prestigiada Universidade de Harvard foi pastor da Igreja Congregacional nos Estados Unidos da América.

h)   No Brasil, Robert Reid Kalley, conseguiu diante das autoridades, o direito à celebração de casamentos e sepultamentos em liturgias protestantes. Foi um marco dos direitos fundamentais e constitucionais dos que viviam no Brasil na época do Império e não professavam a fé católica.

i)     Também ministrava aulas em classes mistas (brancos e negros) nas décadas de 1850/ 60 (mais de 20 anos antes da abolição da escravatura em 1888) e proibia que os membros da Igreja Evangélica Fluminense fossem senhores de escravos.

j)     Manoel da Silveira Porto Filho (1908 – 1988) - Pastor Congregacional em Campo Grande (RJ). Traduziu diversos hinos para os “Salmos & Hinos” (hinário congregacional brasileiro), além dos de sua autoria. Presidiu a prestigiada Confederação Evangélica Brasileira, uma das mais importantes instituições para-eclesiásticas do protestantismo brasileiro no século XX.

k)   Henriqueta Rosa Fernandes Braga (1909- 1983) – Musicista, regente, doutora em música. Autora do compêndio “Música Sacra Evangélica no Brasil”, uma referência para os estudos da hinódia evangélica brasileira. Foi a primeira mulher diplomada em música no Brasil pela Universidade do Brasil (1934 – atual UFRJ) e a primeira evangélica com assento na Academia Nacional de Música e a primeira congratulada com a medalha ASTER / ARTES da Academia Brasileira de Letras. Ganhou a medalha “Silvio Romero”, entregue pela prefeitura do Distrito Federal, ainda nos tempos em que a capital do Brasil era o Rio de Janeiro.


Leituras Recomendadas:
Igreja Evangélica Fluminense. Escola Dominical / Histórico 1855 - 1932. Rio de Janeiro: Igreja Evangélica Fluminense, 1932.

BERNARDINO FILHO, M. Manoel da Silveira Porto Filho. Poeta, Pastor e Mestre. Rio de Janeiro: UNIGEVAN, 2006.

CARDOSO, Douglas Nassif. Robert Reid Kalley: Médico - Missionário e Profeta. São Bernardo do Campo: Edição do Autor, 2001.

----------------------------------- Sarah Kalley: Missionária Pioneira na Evangelização do Brasil. São Bernardo do Campo: Edição do Autor, 2005.
DA ROCHA, João Gomes da Rocha. Lembranças do Passado. Rio de Janeiro: Novos Diálogos, 2013.

FORSYTH, Willian B. Jornada do Império. São José dos Campos: FIEL, 2006.
LLOYD - JONES, David Martyn. Os Puritanos: Suas Origens e Seus Sucessores. São Paulo: PES, 1999.

LÈONARD, Èmile. O Protestantismo Brasileiro. São Paulo: ASTE, 2002.
PORTO FILHO, M. Congregacionalismo Brasileiro. Rio de Janeiro: DERP, 1997.

MENDONÇA, Antônio Gouvêa. O Celeste Porvir: Inserção do Protestantismo no Brasil. São Paulo: Edusp, 2008.

REILY, Duncan Alexander. História Documental do Protestantismo no Brasil. 3ª edição. São Paulo: Aste, 2003.

SANCHES, Jesús Hortal. E haverá um só rebanho. São Paulo: Edições Loyola, 1989.

SANTANA FILHO, Manoel Bernardino. 100 Anos de Ensino Teológico: História e Missão do Seminário Teológico Congregacional do Rio de Janeiro (1914 – 2014). São Gonçalo: Editora Contextualizar, 2014.

SANTOS, Lyndon de Araújo (org.). Fiel é a Palavra: Leituras históricas dos evangélicos protestantes no Brasil. Feira de Santana: UEFS Editora, 2011.


Idauro de Oliveira Campos Júnior.

Professor de História da Teologia Cristã e História do Protestantismo Brasileiro. Pastor da Igreja Congregacional de Niterói (RJ) e Mestre em Ciências da Religião.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

IGREJA - Congregados e desigrejados - Seria a porta de saída maior que a da entrada? Uma análise Bíblica, Teológica, Histórica e Sociológica.

                              


                                 VÍDEO

https://www.youtube.com/watch?v=oBZNZ6dZSlw

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

As Contradições dos Desigrejados.

As Contradições dos Desigrejados:

1- O cara que fala detém o monopólio da palavra. É o mestre do grupo. Na prática é o pastor. Outros do grupo, fazem algumas contribuições; contam algumas experiências; leem alguns versículos, mas a abordagem principal é daquele que tem a capacidade do ensino e da pregação. Igual nas igrejas convencionais. Compare os grupos; visite-os, assista-os na internet. O líder dos desigrejados são os que mais falam, ensinam e abordam. Há uma diferença: não são chamados de pastores, e sim de "irmão", "mentor" ou pelo nome mesmo, mas trata-se apenas de rejeição didática da nomenclatura "pastor", pois, na prática, e na dinâmica do trabalho, se comportam, agem e reagem como os pastores que conhecemos.

2- Criticam a institucionalização da igreja, mas dão nomes aos seus projetos:

EQUI, Caminho da Graça, Igreja Orgânica, Igreja nos Lares e etc (qual a diferença para outros nomes, como Nova Vida, Assembleia de Deus, Metodista e etc?). Tais projetos estão sistematizados (possuem encontros em dias, horários e locais marcados; estudos dirigidos que constroem o arcabouço teórico do movimento; publicam livros e artigos em sites) pois a institucionalização é inevitável aos ajuntamentos humanos.

3- Criticam as reuniões regulares nos templos religiosos, mas se reúnem via Skyp (hangouts), em sítios, cafeterias, salões, varandas e etc.

4- Possuem espírito de Seita, pois alegam que as pessoas têm que "sair do sistema" (sair da igreja), para encontrar " o verdadeiro evangelho", ou, no melhor estilo da linguagem caiofabiana: "discernir o evangelho".

Bem, então, se alguém não sair? O que acontecerá? Não será salvo? Quem salva é Cristo? Ou a desigrejação é o que salva? Tenho que sair da Comunidade de fé que congrego para ser salvo? A resposta é um sonoro NÃO.

Quem salva é JESUS CRISTO. Seja você Batista, Presbiteriano ou seja lá o que for. O importante é Jesus. 

5- Criticam os compromissos institucionais, mas reclamam daqueles que não querem participar das reuniões que realizam. Chegam a dizer que na época que eram institucionalizados "iam aos cultos segunda, terça [...] sábado [...], mas agora que estão livres, não querem se reunir". Ou seja, a mesma cobrança das igrejas institucionalizadas. De uma forma mais branda, mas, ainda assim, cobrança a uma forma de compromisso.

6- Alegam que não seguem a homens (somente a Jesus), mas dão ouvidos a Caio Fábio, Pedroza, Rubens, Paulo Brabo,Frank Viola. Estes não são homens? Ou são seres divinos? Anjos encarnados?

7- Rejeitam Calvino, Lutero, Zwuinglio, alegando que não precisam de mestres humanos, mas devoram o que Viola escreve. Trocam de mestres humanos por outros mestres humanos.

8 - Dizem que basta o ler o Novo Testamento para entender a irrelevância da igreja, mas precisam do "Cristianismo Pagão" para formularem suas teses desconstrucionistas e construir o "trilho básico" do movimento.

9- Criticam o sectarismo, mas também o são: Rubem critica Caio, que já Criticou o pessoal do EQUI, que criticam o Rubem e o Pedroza. 

ENTENDAM QUE:

1 - Há gente de Deus dentro de comunidades chamadas Batistas, Metodistas e Presbiterianas. Na verdade, a maioria das pessoas cristãos que congregam são maravilhosas e servem a Deus. Não vejo necessidade de sair. O apóstolo Paulo ao escrever aos Corintios (1. Co 1.2) se dirige aos mesmos como "A Igreja de Deus que está em Corinto", mesmo como todos os problemas da mesma (divisão, pecados sexuais, litígio, desordem litúrgica e etc), nunca defendeu o abandono da comunidade como solução.

2- O problema não é o sistema, CNPJ, isto é, não é a instituição (ela neutra). O que corrompe é o coração do homem. E pode se estar dentro de uma grande denominação ou reunido com pessoas em uma varanda. No Éden eram apenas dois (Adão e Eva) e deu no que deu.

3- Conheço um grupo de desigrejados que saiu de uma igreja, organizou um núcleo de desigrejados, mas que não demorou muito para logo aparecer a primeira crise, pois um sujeito deu em cima da mulher do outro. Deu confusão. Não adianta ser reunir em casas, sítios ou praias. O problema não é o lugar. Não adianta se reunir em número de três, dez ou mil: o problema não é quantidade de pessoas. O problema é a PECAMINOSIDADE HUMANA que nos acompanhará seja em uma singela reunião em uma varanda com 05 pessoas ou em uma grande comunidade com ministérios de louvor, coral, pastores e etc. É muita ingenuidade dos desigrejados acharem que saindo das quatro paredes de um templo e se enfiando dentro das quatro paredes da casa de alguém que irão revigorar a fé das pessoas.  A Trindade não é claustrofóbica ou oclofóbica. Não tem, portanto, medo de lugares fechados (templos, por exemplo) ou de multidões. Quem desenvolve tais sintomas são os desigrejados.

4- A reunião pode ser em varanda com 05 pessoas e ser um bênção ou com 1000 pessoas em templo chamado "Batista" e também ser uma bênção. Qual o problema? Jesus disse que onde houver "dois ou três". Ora, se é isso, qual o problema de 200 pessoas se reunirem um lugar chamado templo presbiteriano para cultuar? As 200 pessoas da hipótese não estariam diante de Cristo? Para Cristo estar presente a reunião tem que ser com poucas pessoas em uma sala, varanda ou sítio? Sinceramente não entendo a Cruzada dos desigrejados! A igreja verdadeira é a universal / invisível e, então, PROVEM -ME OS DESIGREJADOS QUE NÃO HÁ CRISTÃOS VERDADEIROS DENTRO DAS COMUNIDADES INSTITUCIONALIZADAS. OU SERÁ QUE OS DESIGREJADOS ACREDITAM QUE SOMENTE ELES ESTÃO SALVOS. HUM... CHEIRO DE SEITA!

5- Os Desigrejados dizem: "a verdadeira igreja não são as quatro paredes do templo, mas sim nós, os cristãos":  Nooooooooooossa!!!!!!!!!!!!!! Que novidaaaaaaaaaaaaade!!!!!!!!!!! É mesmoooooooooooo!!!!!!!!!!!

Disso sei há mais de 20 anos, quando me converti. Até as crianças aprendem isso na Escola Dominical. Não preciso da chatice dos desigrejados para saber o que o Novo Testamento há mais de 2000 anos ensina. Estou na mesma denominação há 21 anos. NUNCA, NUNCA, NUNCA e NUNCA ouvi meus pastores afirmarem que o verdadeiro templo do Espírito Santo são os quatro paredes. NUNCA! Sempre disseram que a verdadeira igreja somos nós. E que o templo é apenas o lugar onde os irmãos se encontram para adorar coletivamente. Sempre disseram que devemos viver o Evangelho em casa, na vizinhança, no trabalho, na faculdade e no seio da família. Que devemos adorar a Deus em casa, ler a Bíblia e orar em casa. Os dias de reunião é a ocasião de Celebração coletiva. Apenas isso!

6- O problema não é dos igrejados para com os desigrejados. E sim dos desigrejados para com os igrejados. Para mim, se não tomarem o cuidado, produzirão espírito de Seita, ou seja tem que sair da igreja, virar um desigrejado, para encontrar Cristo e o verdadeiro Evangelho. Há desigrejados dizendo isso. A história da igreja, prova o quão estão errados

terça-feira, 11 de novembro de 2014

E as Luzes do Natal Começam a Piscar.





E as luzes do Natal Começam a Piscar



POR: Idauro Campos



O vizinho, que mora em frente à minha casa, foi a primeira pessoa neste ano de 2014 que vi a colocar as luzes que anunciam a chegada do Natal. Fui tomado de uma alegria imensa quando vi as lâmpadas piscando sem parar. Há quem diga que o Natal não passa de uma festa comercial. Nem pensar! Nada podia estar mais longe da verdade, pois a posse indevida da data pelo comércio e seu consequente apelo ao consumo, não conseguem apagar o que de belo e verdadeiro a data aponta.

Natal, para mim, tem a ver com algumas das melhores lembranças de minha vida. Como, por exemplo, no longínquo ano de 1979, então, com 05 anos de idade, acordei no meio da noite, com o barulho de papel sobre minha cabeça e, ao abrir os olhos, deparei-me com um pequeno caminhão de brinquedo. Aos gritos de alegria, pulei de minha cama e acordei a casa toda, dizendo que o "Papai Noel" havia visitado-me. Ainda tenho, em minha memória, o rosto bonito de minha saudosa mãe. Sem dúvida, muito satisfeita pela alegria proporcionada! Hoje, como pai, ao ver a alegria de minha filhinha quando presenteada, entendo perfeitamente aquele ar de graça da minha querida D. Rose!

Natal, também, para mim, tem a ver com casa cheia; com meus pais e irmãos; mesa farta; com abacaxi regado no vinho; com rabanadas, muitas rabanadas! Iguaria que, aliás, jamais gostei, porém presente em todas as mesas de todos os meus natais, até hoje. Tem a ver também - que coisa linda! - com vizinhos se confraternizando, um saindo da casa do outro, passando alguns poucos minutos, com a “simples” missão de desejar “Um Feliz Natal” para a toda a família!

Natal, para mim, remete-me a pré - adolescência, na década de 80. Quando reunido com amigos jamais vistos novamente, ficava na rua até meia-noite, esperando a hora de confraternizarmos - nos. Na verdade, na época, era uma das raras ocasiões em que nossos pais deixavam ficar até tão tarde acordados!

Natal, para mim, tem a ver com Alex, Ninho, Leandro, Flavinho, Alan, Fabinho, Paulo Sérgio, Mauro, Maurício, mais um Alex, Bicudo e outros, meus primeiros amigos! Aos quais, depois de mais de 25 anos, pouca coisa sei. Na realidade, quase nada! Contudo, habitam em minha memória, com os rostos e sorrisos que estampavam e que hoje estão apenas em minhas lembranças dos meus caros tempos de menino!

Natal, para mim, também tem a ver com Wanderlei Junior, Carlos Eduardo Godoy, amigos da escola e da adolescência. Muitos e alegres foram os Natais passados juntos.

Natal, para mim, também tem a ver com cartões de Natal. Muitos cartões de Natal! Trocados pessoalmente ou pelos Correios com os amigos e as amigas de minha escola. E eram muitos: os amigos, as amigas e os cartões! Um deles, escrito por Marcelle Souza, em 1989, dizia: “Pensar na pessoa que você gostaria de ser é desperdiçar a pessoa que você é”. Eu tinha 15 anos de idade no Natal de 1989. Até hoje tenho a mensagem de Marcelle guardada comigo!
Hoje, para mim, Natal tem a ver com Sandra e Simone, esposa e filha, respectivamente. E, confesso, como é bom ver a alegria de minha filha! Ela diz que é a melhor data do ano! E ai de quem disser o contrário! Também, tem a ver com meus sogros, Dinho e Sueli, que dormem antes do romper da meia – noite, sendo motivo de gozação e piada em nossa casa.

Finalmente, Natal, para mim, tem a ver com Jesus Cristo e seu nascimento entre nós, evidenciando o grande amor de Deus, afinal, como nos ensina o Evangelho de João 3.16: "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho...". Tem a ver com as muitas, mas muitas cantatas assistidas nas minhas amadas igrejas congregacionais em Ponte Seca, Andorinhas e Niterói, onde, com muita emoção, fui lembrado do grande amor de Deus pelos homens, entre os quais, graças a Ele, sou um. Não foram poucas às vezes, em que, em meus vinte e um anos de jornada cristã, me emocionei ao ouvir a mensagem natalina em forma do canto coral. Em uma delas, terminei o culto quase aos prantos! Ainda tenho lembranças de algumas! Apresentadas nas vozes doces das crianças, ensaiadas por Sandra. Na época, namorada e noiva.

Meu vizinho não me conhece. Mudou para cá, há poucas semanas. Não sabemos sequer o nome um do outro. Entretanto, já exerceu uma influência enorme sobre mim. As tímidas e poucas lâmpadas piscando sobre o muro de sua casa e de frente à minha, despertou uma multidão de sentimentos, lembranças, emoções de ontem e hoje. Sem conhecê-lo sou-lhe grato. Caio Fábio D’Araújo Filho, em uma fase mais branda, disse que somos mais abençoadores quando não temos consciência da instrumentalidade. Quando somos usados por Deus, sem nenhuma percepção ou controle sobre o curso dos acontecimentos. Sem saber, portanto, meu vizinho, em seu gesto pioneiro, abençoou-me. Trazendo à memória lugares, cheiros, sabores, rostos, sorrisos e gestos de minha infância, juventude e maturidade. Sem saber, ele já tornou o meu Natal de 2014 muito feliz!

E como ele foi o primeiro a fazê-lo por mim, faço agora, sendo, talvez, o primeiro para você:

A ele (claro!) e a você, desde já, desejo: Um Feliz Natal!

"... Porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo: É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor".
Lucas 2. 10 -11.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Programa Vejam Só: É possível ser cristão genuíno e não frequentar Igreja?

 

                                Programa Vejam Só!

   É possível ser cristão genuíno e não frequentar Igreja?

 

                         Assista no Youtube:

 

 https://www.youtube.com/watch?v=6dX9fAJWsA0

 

Com Idauro Campos,  Eber Cocarelli e Ricardo Bitun.